
O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) foi obrigado pela Justiça a fazer uma retratação pública após divulgar em suas redes sociais uma imagem manipulada envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro, o banqueiro Daniel Vorcaro e o ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto. A publicação havia sido feita na plataforma X e acabou se tornando alvo de questionamento judicial por apresentar um encontro que nunca ocorreu.
Na retratação, o próprio parlamentar reconheceu que a imagem havia sido produzida por inteligência artificial e não correspondia à realidade. Ele declarou expressamente que o conteúdo divulgado era uma montagem digital, esclarecendo que o encontro retratado jamais existiu. A manifestação foi feita em cumprimento à determinação judicial, que exigiu a correção pública da informação divulgada.
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A decisão também estabeleceu penalidades em caso de descumprimento. Caso o deputado não realizasse a retratação conforme ordenado, poderia ser aplicada uma multa diária de R$ 10 mil, com limite inicial de até R$ 50 mil. A medida buscou garantir o cumprimento imediato da ordem e evitar a continuidade da circulação de conteúdo considerado incorreto.
O episódio reacendeu o debate sobre o uso de imagens geradas por inteligência artificial no ambiente político e os limites legais desse tipo de publicação. O caso reforça que conteúdos manipulados digitalmente podem gerar consequências jurídicas, especialmente quando envolvem figuras públicas e informações que possam induzir o público ao erro.
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