O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, fez um discurso enfático em meio à maior onda de protestos antigovernamentais dos últimos anos no país, que já dura mais de duas semanas. Ele culpou os Estados Unidos pelos protestos, acusando “inimigos estrangeiros” de incentivar e manipular os manifestantes para desestabilizar o regime iraniano. Essa acusação é uma tentativa clara de desviar o foco das causas internas, como a crise econômica, inflação alta e queda da moeda, que têm impulsionado as manifestações.

No mesmo discurso, Khamenei atacou diretamente o presidente dos EUA, Donald Trump, dizendo que ele deveria se preocupar mais com os problemas internos dos Estados Unidos ao invés de criticar o Irã e que suas mãos estariam “manchadas de sangue” por conta de apoio externo e conflitos anteriores envolvendo Teerã. Em tom desafiador, afirmou que o Irã não recuaria frente a ameaças e mantinha a posição de resistir à pressão externa.

A escalada retórica veio logo após Trump e autoridades americanas emitirem duras advertências ao regime iraniano, ameaçando consequências severas caso as forças de segurança iranianas respondessem com ainda mais violência contra os protestos. Trump chegou a dizer que os EUA poderiam “intervir” e até causar danos significativos ao país se os protestos fossem esmagados de forma brutal.

Khamenei culpou diretamente os manifestantes por estarem “arruinando suas próprias ruas para agradar Trump”, rotulando-os de “vândalos” e insurgentes subordinados a interesses estrangeiros. Essa narrativa serviu para justificar a represália interna violenta, incluindo uma quase total suspensão das comunicações, internet e telefonia no Irã, em meio à tentativa de sufocar a dissidência e controlar a narrativa nacional.

A troca de acusações entre Teerã e Washington acontece num momento de tensão extrema, com protestos que se espalharam por todas as províncias iranianas e Geraram confrontos violentos, dezenas de mortes e milhares de prisões. Enquanto o Irã acusa os EUA de interferência e Trump reafirma apoio aos manifestantes e advertências ao regime, a crise expõe uma divisão profunda entre interesses geopolíticos de Washington e a liderança teocrática iraniana.

By Jornal da Direita Online

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