
Entre os atuais ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), apenas um não dedicou sequer uma ligação de cortesia ao indicado de Lula para a Corte: Flávio Dino. Enquanto nomes como Alexandre de Moraes telefonaram nesta sexta-feira para desejar sorte a Jorge Messias, Dino optou por ignorar completamente o novo indicado, gerando surpresa entre parlamentares e analistas políticos. A ausência de contato destoa do protocolo informal que costuma marcar esse tipo de transição no Judiciário.
Nos bastidores, a atitude de Flávio Dino é interpretada como um gesto de afastamento calculado. A relação entre Dino e Messias sempre foi considerado cordial, já que ambos integraram o mesmo time ministerial durante o governo petista. No entanto, o silêncio repentino sugere desconforto interno no grupo político de Lula e expõe tensões pouco comentadas entre antigas figuras do ministério. A conduta de Dino contrasta com o comportamento amistoso do restante do tribunal.
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Para aliados do governo que acompanham o processo de indicação, o gesto de Dino amplia a sensação de isolamento de Jorge Messias, que já enfrenta resistência significativa no Senado Federal. A falta de apoio explícito dentro do próprio STF não colabora para seu ambiente político, especialmente diante de um cenário carregado de desconfiança entre parlamentares. A leitura é que a postura de Dino pode enfraquecer ainda mais a percepção de unidade entre os ministros.
Há quem diga que a atitude é explicada por pura soberba. Nos bastidores, Flávio Dino seria tido como alguém convicto de que possui maior destaque político e jurídico que “Bessias”, o que justificaria seu distanciamento. A percepção de superioridade, segundo fontes próximas ao STF, teria sido reforçada pelo discurso interno de que Dino se vê como escolha “natural” para futuras posições de protagonismo, algo que a indicação de Messias não teria contemplado.
A situação revela um cenário mais amplo: a indicação de Messias não uniu nem mesmo os nomes mais próximos do governo Lula. O silêncio de Dino expõe fissuras dentro do grupo que sustentou o presidente e reforça que a disputa por espaço no Judiciário está longe de ser pacífica. Com a sabatina se aproximando, o clima de divisão interna se torna mais um obstáculo para a consolidação do novo ministro.
