
Eles voltaram sedentos à cena do crime e, mais uma vez, não titubeiam em destruir o que estiver pela frente. A Força Aérea Brasileira (FAB), orgulho nacional que sempre simbolizou a soberania do país, está sendo desmontada no atual governo. A crise chegou a um ponto constrangedor: o próprio comandante, brigadeiro Marcelo Damasceno, deixou de usar aviões militares e passou a viajar em voos comerciais desde julho.
O motivo é a restrição orçamentária somada ao uso excessivo das aeronaves por autoridades do governo. O resultado foi o afastamento de 137 pilotos e a paralisação de 40 aeronaves, um quadro que expõe o descaso com as Forças Armadas e a falta de prioridade em relação à defesa nacional. Para quem deveria estar no comando do ar, depender de companhias comerciais virou rotina e sinal de fraqueza institucional.
A situação revela como a gestão atual transformou a FAB em um braço secundário do poder, deixando de lado sua verdadeira missão: garantir a soberania do espaço aéreo e a pronta resposta militar em caso de emergência. Enquanto a classe política usa e abusa da estrutura, a própria tropa é obrigada a lidar com falta de recursos e sucateamento.
Para militares da ativa e da reserva, o episódio é simbólico: um comandante sem avião representa uma FAB enfraquecida e sem voz diante das prioridades de Brasília. O que antes era motivo de orgulho, hoje se tornou um retrato de vergonha nacional, reforçando a percepção de que o governo trata as Forças Armadas como um incômodo a ser controlado, e não como um pilar de segurança do Brasil.