
Segundo a manifestação apresentada por Alexandre de Moraes ao STF, o ministro afirma que o relatório da Polícia Federal que reuniu informações sobre sua relação com Daniel Vorcaro teria contado com auxílio de um órgão externo, provavelmente estrangeiro. Para Moraes, a participação externa representaria uma tentativa de interferência nas eleições brasileiras de 2026.
Moraes questiona principalmente a forma como o documento foi produzido. Segundo ele, os metadados indicariam que o relatório foi aberto e finalizado no mesmo dia em um computador da PF, algo que considera incompatível com a quantidade e a complexidade das informações reunidas.
Na avaliação apresentada pelo ministro, isso indicaria que o documento poderia ter sido produzido previamente fora da Polícia Federal e posteriormente inserido nos sistemas da corporação. Moraes afirma que essa circunstância comprometeria a cadeia de custódia e a autenticidade do material.
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Moraes também relacionou a suposta interferência externa ao calendário eleitoral. Em sua manifestação, afirmou que o relatório teria sido utilizado para atingir sua imagem e também influenciar o cenário político brasileiro durante o período que antecede as eleições de 2026.
A manifestação de Moraes tem 44 páginas e 121 tópicos. Nela, o ministro classificou o relatório como uma “farsa” e sustentou que a investigação teria sido direcionada politicamente para incriminá-lo.
A acusação ocorre no mesmo momento em que o STF analisa o material produzido a partir dos dados extraídos do celular de Daniel Vorcaro. O relatório da PF, de 218 páginas, reuniu informações sobre mensagens, encontros e relações envolvendo o banqueiro e pessoas próximas ao ministro.
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