
A Polícia Federal manifestou preocupação de que o ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente sob prisão domiciliar, possa tentar escapar do condomínio pulando o muro do vizinho. Essa avaliação, baseada em imagens aéreas e estudo de risco, motivou a sugestão de reforçar a segurança não apenas ao redor da residência, mas também dentro dela, com agentes presentes 24 horas por dia.
Autoridades destacam que a tornozeleira eletrônica pode falhar — por falhas técnicas ou interferência intencional — e, por isso, a presença contínua de policiais seria uma barreira adicional para evitar qualquer fuga. A solicitação foi encaminhada ao ministro Alexandre de Moraes, que já havia aprovado o monitoramento policial externo, com cuidado para não perturbar vizinhos.
A recomendação contrapõe a restrição da PGR, que havia preferido uma vigilância discreta do lado de fora da casa, com menos impacto nos moradores. A PF, no entanto, considera que isso pode ser insuficiente diante da gravidade do risco, e busca garantir que uma tentativa de fuga — mesmo improvável — seja contida com eficiência.
O episódio reflete a tensão crescente nos bastidores do julgamento de Bolsonaro, que ocorrerá nos próximos dias. A preocupação institucional resulta da combinação entre o histórico político do ex-presidente, suas ações anteriores em momentos de tensão — como ida à embaixada da Hungria — e evidências de planos de asilo encontrados pela PF.
O cenário pressiona o STF a adotar protocolos mais robustos de segurança e reforçar mecanismos que garantam o cumprimento da prisão domiciliar, preservando ao mesmo tempo a privacidade e a ordem no condomínio. O risco de fuga, mesmo que teórico, é tratado como contingência potencial e demandando prudência máxima.