
O ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello afirmou, em entrevista à CNN Brasil neste sábado (5), que se arrepende de ter apoiado a indicação de Alexandre de Moraes para a Corte. “Se arrependimento matasse eu não estaria aqui hoje conversando com vocês”, declarou.
A declaração ocorreu após a divulgação de trocas de mensagens entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, antigo dono do extinto Banco Master. O conteúdo foi revelado em um relatório da Polícia Federal (PF) cujo sigilo foi derrubado pelo ministro André Mendonça, relator do caso no STF.
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Marco Aurélio lembrou que apoiou o nome de Moraes para ocupar a vaga deixada pelo ministro Teori Zavascki, morto em 2017 após a queda de um avião. “Os fatos que vieram à baila são seríssimos. Quando caiu o avião e morreu o ministro Teori Zavascki, eu disse que o presidente Temer tinha um homem talhado para o cargo”, afirmou.
O ex-ministro avaliou que Moraes “vem errando a mão e isso é muito ruim”.
Defesa de Mendonça e transparência
Marco Aurélio afirmou que Mendonça “procedeu como deveria proceder” nos inquéritos que apuram a relação entre Moraes e Vorcaro. “Eu penso que está havendo uma inversão de valores. O ministro André Mendonça se defrontou com um relatório da Polícia Federal e procedeu como deveria, encaminhando à Procuradoria-Geral da República”, declarou.
O ex-ministro também defendeu que os procedimentos envolvendo Vorcaro e integrantes da Corte tenham “publicidade e transparência”, sem a imposição de segredo de Justiça. “A regra é transparência, publicidade, para que a gente saiba o que está acontecendo na administração pública. O sigilo não se coaduna com os ares democráticos”, afirmou.
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