O ditador Nicolás Maduro, cada vez mais acuado e com recursos militares limitados, intensificou neste sábado (30) a mobilização das Forças Armadas da Venezuela em resposta direta ao aumento da presença naval dos Estados Unidos no Caribe. O gesto é visto como uma demonstração de desespero do regime chavista diante da crescente pressão militar norte-americana.

A movimentação defensiva ocorre após o navio de mísseis guiados USS Lake Erie ter cruzado o Canal do Panamá, na noite de sexta-feira (29), vindo do Pacífico, para se unir à frota de guerra americana já posicionada próxima à costa venezuelana. A presença desse reforço elevou a tensão no cenário internacional e intensificou os temores em Caracas de uma possível ação direta contra Maduro.

O ditador classificou a operação naval dos EUA como um “cerco hostil que viola a Carta da ONU”. Washington, por sua vez, reafirma que não reconhece a legitimidade do governo chavista, acusa Maduro de envolvimento direto com o narcotráfico e mantém em vigor uma recompensa de US$ 50 milhões (cerca de R$ 271 milhões) por informações que levem à sua captura.

Em meio à crise, o governo venezuelano promoveu duas jornadas nacionais de alistamento militar para reforçar a Milícia Nacional Bolivariana, braço de civis armados com treinamento e orientação ideológica. Maduro declarou contar com 4,5 milhões de milicianos prontos para defender o território, embora especialistas apontem que esses números são inflados e que o alistamento foi um fiasco, com baixa adesão popular.

A tensão entre Caracas e Washington já vinha crescendo desde julho, quando o Departamento do Tesouro dos EUA impôs sanções ao Cartel de los Soles, grupo criminoso vinculado ao alto comando militar venezuelano e supostamente liderado por Maduro. Os norte-americanos classificaram a organização como entidade terrorista global, reforçando a pressão internacional sobre o regime chavista.

Nos próximos dias, três navios lançadores de mísseis americanos devem se posicionar em águas internacionais próximas à fronteira marítima da Venezuela. De acordo com o governo dos EUA, essas embarcações atuarão em operações contra o narcotráfico internacional, mas Caracas insiste que o verdadeiro alvo é o regime de Maduro, não os cartéis.

Especialistas divergem quanto à possibilidade de uma intervenção militar norte-americana. A maioria descarta uma operação em larga escala, mas não exclui a hipótese de uma ação pontual direcionada ao ditador venezuelano. Para o Brasil, o risco imediato está no possível aumento do fluxo migratório em Roraima, caso a crise evolua para um conflito armado, trazendo novos impactos sociais e econômicos para a fronteira.

By Jornal da Direita Online

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