
O julgamento do STF foi retomado nesta terça-feira, e o ministro Flávio Dino abriu seu voto afirmando que um dos elementos centrais da crise é a tentativa de influência de pressões internacionais sobre a Justiça brasileira. Dino declarou que o Supremo não pode decidir sob ameaça de sanções estrangeiras e que a independência do Judiciário deve ser preservada.
Durante o voto, Dino fez referência direta às sanções aplicadas pelos Estados Unidos contra Alexandre de Moraes e ao debate sobre uma possível ampliação dessas medidas para outros ministros da Corte. Segundo ele, permitir que esse cenário influencie decisões judiciais representaria um precedente grave para a soberania institucional do Brasil.
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O ministro também criticou o que chamou de “ambiente de intimidação” criado em torno do Supremo, afirmando que magistrados não podem julgar processos levando em consideração possíveis punições econômicas ou diplomáticas impostas por governos estrangeiros. A fala foi interpretada como uma resposta às discussões sobre novas sanções americanas que ganharam força nos últimos dias.
A sessão analisa o relatório produzido pela Polícia Federal sobre as mensagens entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, além do pedido para abertura de investigação relacionado ao caso Banco Master. O julgamento é considerado um dos mais importantes do ano e ocorre em meio à maior crise interna recente do STF.
Com o voto de Dino, o plenário entrou definitivamente na fase de mérito da discussão. A expectativa agora se volta para os votos dos demais ministros, que definirão se o procedimento contra Moraes seguirá adiante ou será encerrado pelo Supremo
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