
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que medidas mais invasivas, como a presença de policiais no interior da residência do ex-presidente Jair Bolsonaro, não se justificam neste momento. Ainda assim, reconheceu a existência de um “risco concreto de fuga”, defendendo que a vigilância seja reforçada nas áreas externas do condomínio onde Bolsonaro cumpre prisão domiciliar.
Em despacho, Gonet declarou que não há “situação crítica de segurança” no interior da casa, mas citou que a preocupação maior se restringiria às partes externas, como rua e acessos do condomínio. De forma polêmica, sugeriu como “solução” o uso de monitoramento visual remoto em tempo real, sem gravação, para vigiar movimentações fora do imóvel, algo visto como um excesso de vigilância para um ex-chefe de Estado.
O procurador mencionou ainda indícios apresentados pela Polícia Federal, que alegou risco de fuga com base em uma minuta de pedido de asilo político ao presidente argentino Javier Milei. Gonet também recordou episódios anteriores em que Bolsonaro buscou proteção em embaixadas estrangeiras, como no caso da Hungria, usado como argumento para reforçar a necessidade de acompanhamento mais rígido.
As declarações aumentam o clima de perseguição política, com medidas que reforçam a vigilância contra Bolsonaro mesmo sem provas de tentativa real de fuga. Para aliados, a postura da PGR mostra que há uma obsessão em manter o ex-presidente sob constante cerco, enquanto outros investigados no país recebem tratamento bem mais brando.