
O governo brasileiro divulgou nota oficial manifestando repúdio à ação militar conduzida por Estados Unidos e Israel contra o Irã. Segundo o Itamaraty, os ataques ocorreram enquanto havia negociações em curso, consideradas pelo Brasil como a alternativa legítima para uma solução duradoura do conflito.
Na nota, o governo afirmou que o diálogo é o único caminho viável para a paz e apelou para que as partes envolvidas respeitem o Direito Internacional. O comunicado também pediu contenção para evitar escalada de hostilidades e proteger civis e infraestrutura civil na região.
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O senador Flávio Bolsonaro reagiu publicamente ao posicionamento do Executivo. Em manifestação, criticou a postura do governo e afirmou que o Brasil não deveria adotar alinhamento político que, em sua avaliação, possa ser interpretado como complacente com o regime iraniano.
Flávio Bolsonaro lançou uma forte “NOTA DE REPÚDIO A LULA”:
O posicionamento do governo Lula diante das ações do regime iraniano é inaceitável. Ao adotar uma postura de apoio político a Teerã neste momento, o Brasil se coloca do lado errado de um conflito grave e ignora a natureza objetiva do regime que está defendendo.
O Irã não é um ator neutro no cenário internacional. Trata-se de um governo que financia e apóia organizações terroristas, que grita publicamente “morte à América”, que defende abertamente “varrer Israel do mapa” e que mantém um programa nuclear notoriamente para fins militares. Internamente, reprime sua população com violência sistemática, em especial contra mulheres, e milhares de mortos. Esses são fatos públicos e reiterados ao longo dos anos, repudiados por quase todos os países da região.
O Brasil não precisa se intrometer em conflitos regionais, nem assumir papel protagonista em disputas que não nos pertencem. O que não pode é escolher o alinhamento moralmente errado, legitimando um regime que promove instabilidade e ameaça países parceiros do nosso próprio interesse estratégico.
Registro minha solidariedade aos Emirados Árabes Unidos, ao Reino do Bahrein, países parceiros do Brasil, e a quaisquer outros que tenham sido covardemente atacados pela ditadura do Irã. São nações com as quais o Brasil mantém relações comerciais relevantes e diálogo institucional crescente.
Política externa responsável exige prudência e clareza. Neutralidade não é sinônimo de complacência, e contenção não pode significar apoio indireto a regimes que promovem terror, desestabilização e sofrimento.
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