
O presidente do STF, Edson Fachin, interrompeu o exame das acusações de abuso de autoridade contra o ministro André Mendonça. A sessão prevista para 23 de setembro foi adiada por prazo indefinido.
A medida veio depois de Flávio Dino pedir vista no debate sobre a análise conjunta dos relatórios da PF relativos a Mendonça e Moraes. O pedido trava a discussão por até 90 dias.
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A decisão foi anunciada nesta quinta-feira, após o julgamento de terça ter ampliado o debate sobre o rito dos processos ligados ao Banco Master.
Fachin entendeu que esses pontos precisam ser definidos pelo plenário antes de o Supremo avançar no procedimento contra Mendonça. Segundo o presidente da Corte, as questões de ordem têm “direta relação” com esse feito e incluem até dúvida sobre a regularidade da própria relatoria.
O anúncio de Fachin ocorre no mesmo dia em que a crise interna do Supremo ganhou novo capítulo, com mais uma troca pública de acusações entre Gilmar Mendes e André Mendonça.
Nesta quinta, Gilmar voltou a atacar a atuação de Mendonça no caso Master e acusou o colega de buscar dividendos políticos com a divulgação de dados das apurações. Ao defender o procurador-geral da República, Paulo Gonet, o decano chamou Mendonça de “boneco de campanha” e “pixuleco eleitoral” e comparou a exposição das mensagens do celular de Daniel Vorcaro a práticas que atribuiu à Lava-Jato.
Mendonça respondeu em nota. Sem nomear Gilmar, disse que a preocupação com a exposição de terceiros aparece de forma “seletiva” e afirmou que divergências entre ministros são legítimas, mas que não o é a tentativa de constranger um julgador. Também criticou o que chamou de “verborragia” e reiterou a defesa de um código de ética no Supremo.
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