
O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, havia ordenado que a Polícia Federal apresentasse, em 24 horas, esclarecimentos sobre a guarda e o estado dos dados retirados do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.
A determinação veio depois de o ministro Gilmar Mendes pedir a Fachin que adotasse as “providências necessárias” para assegurar que todos os ministros da Corte pudessem consultar os dados brutos guardados no aparelho de Vorcaro antes do julgamento previsto para terça-feira, 15. Nessa sessão, o STF deve decidir se o ministro Alexandre de Moraes deve ser investigado por suposto envolvimento no caso Master.
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Em seguida, a PF enviou um ofício sobre a custódia e a condição do material extraído do telefone de Daniel Vorcaro, controlador do extinto Banco Master.
A corporação ressaltou que os dados originais obtidos no celular de Vorcaro permanecem sob sua guarda. Informou, ainda, que tem plena capacidade técnica para gerar e enviar imediatamente uma cópia idêntica da extração aos demais gabinetes que a pediram, respeitadas as decisões da Corte e as medidas de sigilo cabíveis.
A PF também esclareceu que o material encaminhado em março deste ano ao gabinete do ministro André Mendonça não é o acervo original, o qual nunca saiu da custódia da instituição. Trata-se de uma cópia, remetida a pedido do próprio gabinete, conforme registros do respectivo processo administrativo.
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