O ministro Flávio Dino afirmou durante a sessão do STF desta terça-feira (15) que estava “decretando prisão de gente” quando chegou atrasado ao julgamento. A declaração foi feita em conversa com o presidente da Corte, Edson Fachin, enquanto os dois comentavam o volume de petições e decisões que têm chegado ao tribunal.

Dino não informou quem seria preso, quantas prisões foram determinadas ou a qual investigação elas estão relacionadas. Segundo informações divulgadas posteriormente, o STF também não havia detalhado oficialmente o conteúdo da decisão mencionada pelo ministro.

A declaração imediatamente chamou atenção em Brasília porque Dino é relator de investigações envolvendo figuras de grande projeção. Entre os casos sob sua relatoria estão a apuração sobre o filme Dark Horse, investigações envolvendo emendas parlamentares e um dos inquéritos que envolvem Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.

O episódio ocorre depois de uma sequência de operações autorizadas por Dino. Na segunda-feira (14), por exemplo, a PF realizou buscas contra o deputado Cezinha de Madureira, em investigação sobre suspeitas de tráfico de influência, exploração de prestígio, corrupção e lavagem de dinheiro.

Na semana anterior, Dino também havia autorizado a Operação Make Up, que cumpriu 49 mandados de busca e apreensão relacionados à investigação sobre possíveis desvios de emendas para o filme Dark Horse. A operação teve entre os alvos o deputado Mario Frias.

A fala de Dino, portanto, deixou advogados e integrantes da classe política atentos aos próximos movimentos do STF, principalmente porque não foram divulgados detalhes sobre a prisão mencionada pelo ministro. A expectativa agora é descobrir qual investigação está relacionada à medida e quando ela será oficialmente conhecida

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By Jornal da Direita Online

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