
A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) defendeu nesta terça-feira, 1º, uma obstrução total das votações do Senado em reação às novas revelações envolvendo o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Em vídeo publicado nas redes sociais, Damares orientou a oposição a não votar nenhuma proposta nesta semana enquanto Moraes não renunciar ao cargo ou for alvo de um processo de impeachment.
“Não se vota nenhuma PEC, nenhum projeto de lei, se Alexandre de Moraes não renunciar ou se a gente não impichá-lo”, afirmou.
A senadora também anunciou que protocolará nesta terça-feira um novo pedido de impeachment contra o ministro, com apoio de parlamentares da oposição. A ofensiva ocorre em meio à articulação de diferentes partidos para levar uma nova representação contra Moraes ao Senado.
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Damares afirmou que pretende percorrer os gabinetes dos senadores para buscar apoio à paralisação da Casa.
“Estou conversando com todos os colegas para que a gente não vote mais nada esta semana”, disse.
A reação ocorre após a divulgação de informações da investigação da Polícia Federal sobre a relação entre Moraes e Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. O caso envolve, entre outros pontos, mensagens atribuídas ao banqueiro e um contrato milionário firmado entre o banco e o escritório Barci de Moraes, da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro.
A PF também identificou que uma versão de um contrato de 131 milhões de reais entre o escritório e o Banco Master foi editada em um computador associado a um perfil denominado “Ministro Alexandre de Moraes”. O escritório afirma que Moraes foi consultado apenas para verificar eventual impedimento jurídico relacionado ao contrato.
Para Damares, as novas informações atingem diretamente a credibilidade das instituições.
“Anotem isto: hoje é um dia histórico para o Brasil. A República foi colocada em xeque”, declarou.
A senadora já havia apresentado, em 2025, uma representação contra Moraes no Senado ao lado dos senadores Eduardo Girão (Novo-CE) e Magno Malta (PL-ES). O documento pede o impeachment do ministro com fundamento na Constituição e na Lei nº 1.079/1950.
A estratégia anunciada agora é pressionar o Senado a avançar sobre os pedidos de impeachment contra Moraes enquanto a oposição tenta transformar as novas revelações em uma ofensiva conjunta contra o ministro.
O Antagonista
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