
Mais um banco digital decidiu se posicionar diante da crise política e judicial que envolve o STF e o ministro Alexandre de Moraes. A CEO de operações do Nubank no Brasil, Livia Chanes, afirmou que a fintech cumpre integralmente tanto a legislação nacional quanto as normas internacionais. Segundo ela, “não há nenhuma ação requerida do nosso lado neste momento” e, em respeito à privacidade dos clientes, não poderia fornecer mais informações.
O posicionamento acontece em meio a pressões sobre grandes instituições financeiras diante da instabilidade política e do desgaste do STF. Enquanto Moraes segue no centro da polêmica, o tribunal dá sinais de estar em “parafuso”, sem conseguir construir uma saída convincente para a crise. A tentativa de blindar o ministro parece cada vez mais improvável, ampliando a tensão no cenário jurídico e político.
Em paralelo, o Nubank comemora a marca de ter ultrapassado o Itaú Unibanco em número de clientes, tornando-se o 3º maior banco do Brasil nessa métrica. O digital banking registrou 100,8 milhões de clientes no último trimestre de 2024, contra 98,5 milhões do Itaú. Agora, o Nubank só fica atrás da Caixa Econômica Federal (154,2 milhões) e do Bradesco (109,1 milhões).
O avanço da fintech mostra a mudança no comportamento dos brasileiros, que cada vez mais migram para soluções digitais e buscam alternativas fora dos tradicionais bancos físicos. Mas, politicamente, a declaração também demonstra a cautela do setor financeiro diante de um STF fragilizado e de um governo que busca desesperadamente preservar Moraes em meio a um desgaste crescente.