m vídeo publicado originalmente pela Controladoria-Geral da União (CGU), em colaboração com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no Instagram, chamou a atenção de um leitor de O Antagonista por uma cena inusitada. Aos 1min03s da gravação, uma pessoa aparece diante de uma urna eletrônica e, de forma sutil, registra o número 13 no equipamento.

O número é utilizado pelo PT, partido do presidente Lula, candidato à reeleição à Presidência da República em 2026.

A denúncia foi enviada anonimamente à reportagem. “Gente, bem sutilmente tem uma pessoa digitando o 13 no vídeo! Isso é muito grave!”, escreveu o leitor ao apontar o momento da gravação.

O vídeo trata da inspeção dos códigos-fonte dos sistemas eleitorais realizada pela CGU. No conteúdo, a instituição explica o que são os códigos-fonte e qual é a função da fiscalização sobre os sistemas utilizados nas diferentes etapas das eleições, como a preparação das urnas, a transmissão e a totalização dos resultados.

CGU realizou a inspeção nos dias 20 e 21 de agosto, na sede do TSE, em Brasília. A análise dos códigos integra os mecanismos de fiscalização disponíveis às instituições habilitadas a acompanhar o processo eleitoral.

Segundo o TSE, a abertura dos códigos-fonte para inspeção ocorre desde 2002. Em 2021, o período de fiscalização foi ampliado de seis meses para um ano antes das eleições.

O 13 na urna

No trecho apontado pelo leitor, uma pessoa aparece diante da urna eletrônica durante a explicação sobre a segurança dos sistemas eleitorais. Aos 1min03s, é possível observar o acionamento das teclas que formam o número 13.

A gravação, isoladamente, não permite determinar a intenção da pessoa que aparece no vídeo nem afirmar que o gesto tenha relação com propaganda eleitoral ou manifestação política.

O episódio, contudo, chamou a atenção por ocorrer em uma publicação institucional da CGU em colaboração com o TSE, justamente um conteúdo destinado a explicar os mecanismos de fiscalização e segurança do processo eleitoral.

Collab removida

O Antagonista acionou a assessoria de imprensa do TSE para questionar o trecho da gravação, esclarecer o contexto da cena e saber se o tribunal tinha conhecimento do gesto.

Momentos após a reportagem entrar em contato com o TSE, a publicação colaborativa com a CGU deixou de estar disponível no perfil do tribunal.

CGU e o TSE foram procurados pela reportagem para explicar o episódio e a remoção da publicação. Até o fechamento desta matéria, as duas instituições não haviam respondido aos questionamentos 

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By Jornal da Direita Online

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