
O Brasil, de fato, é um gigante — especialmente quando se trata do inchaço da máquina pública. Nesta terça-feira (8), a Câmara dos Deputados aprovou o texto-base de um projeto que cria 160 funções comissionadas de nível FC-6 para o Supremo Tribunal Federal (STF). Além disso, um apenso ao projeto abre espaço para mais 40 cargos de técnico judiciário destinados à polícia judicial do tribunal.
O custo inicial estimado para o contribuinte é de R$ 7,78 milhões em 2025, subindo para R$ 7,81 milhões em 2026, já considerando 13º salário e férias. Ou seja: mais privilégios pagos com o dinheiro de quem trabalha. O valor ainda pode ser maior, já que a Câmara não divulgou o custo dos 40 cargos adicionais para a área de segurança. A votação dos destaques que podem alterar trechos da proposta ficou para esta quarta-feira (9).
Tudo será bancado pelas dotações orçamentárias do STF no Orçamento da União, ou seja, recursos públicos retirados diretamente dos cofres federais. A farra dos cargos começa já em 2025, respeitando apenas os limites simbólicos da LOA (Lei Orçamentária Anual) e da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias), ambas moldadas de acordo com os interesses do próprio governo.
Enquanto o povo sofre com alta de impostos, corte de benefícios e inflação em alta, o Supremo ganha mais servidores e mais verba, fortalecendo um sistema onde a casta do Judiciário segue intocável. Essa é a “justiça social” defendida pelo governo Lula — mais gasto para o topo, menos para a base.
No PT, dos 52 deputados, só 3 votaram contra o projeto.
No Psol, dos 11 deputados, 3 se abstiveram, 2 votaram contra, e 6 a favor. Foram eles:
Célia Xakriabá (Psol-MG);
Erika Hilton (Psol-SP);
Guilherme Boulos (Psol-SP);
Ivan Valente (Psol-SP);
Pastor Henrique Vieira (Psol-RJ);
Professora Luciene Cavalcante (Psol-SP).
No PL, 6 dos 71 deputados votaram a favor:
Antonio Carlos Rodrigues (PL-SP);
Daniel Freitas (PL-SC);
Ícaro de Valmir (PL-SE);
Junior Lourenço (PL-MA);
Sonize Barbosa (PL-AP);
Tiririca (PL-SP).