A empresa MMG, subsidiária da estatal chinesa China Minmetals, está finalizando a aquisição das minas de níquel da Anglo American no Brasil por US$ 500 milhões. A transação, prevista para ser concluída em agosto de 2025, levanta fortes questionamentos sobre o controle de recursos minerais estratégicos brasileiros, já que outra companhia, a Corex Holding, havia feito uma proposta de US$ 900 milhões, quase o dobro do valor aceito.

Com a negociação, a MMG passará a controlar mais de 50% do mercado brasileiro de níquel, praticamente 100% da produção nacional de ferro-níquel e aproximadamente 60% do mercado global desses minerais. Analistas apontam que a concentração da produção nas mãos de uma estatal chinesa pode comprometer a autonomia do Brasil em setores estratégicos da economia.

O níquel é considerado um mineral essencial para a economia mundial, utilizado na fabricação de baterias, veículos elétricos e aço inoxidável, sendo crucial para a chamada transição energética. A entrega do controle desse recurso a uma estatal chinesa pode impactar diretamente a capacidade do país de estabelecer políticas independentes de desenvolvimento industrial.

A expansão chinesa no setor de minerais críticos segue uma lógica econômica e geopolítica. A China já domina o refino de níquel, cobalto e terras raras, mas depende de fontes externas para manter sua cadeia de abastecimento. Por isso, a compra de minas no Brasil faz parte de uma estratégia maior de domínio das cadeias globais de fornecimento.

O movimento também desperta reações fora do Brasil. O Instituto Americano do Ferro e do Aço manifestou preocupação com a transação e pressiona diplomaticamente contra o acordo. Para a entidade, a aquisição confirma a tendência de expansão da China sobre minerais críticos globais, consolidando sua posição como potência dominante no setor.

No cenário nacional, a venda das minas de níquel reacende o debate sobre a soberania brasileira na gestão dos recursos naturais. Parlamentares e especialistas alertam que decisões estratégicas estão sendo tomadas com base apenas em interesses financeiros imediatos, sem considerar os efeitos de longo prazo para o desenvolvimento do país.

Nesse contexto, o Projeto de Lei 1051/25 surge como alternativa para tentar proteger os setores estratégicos. A proposta busca garantir que decisões envolvendo recursos minerais essenciais sejam tomadas com foco nos interesses nacionais, evitando que ativos críticos continuem sendo entregues a estrangeiros sem critérios de preservação da autonomia brasileira.

By Jornal da Direita Online

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