Nos bastidores de Brasília, a chamada PEC do Foro estaria servindo de “boi de piranha” para viabilizar a aprovação da PEC das Prerrogativas. A leitura é que, com essa segunda proposta, os parlamentares teriam maior liberdade política para, em seguida, votar a tão aguardada anistia ampla, medida que poderia contemplar diretamente o ex-presidente Jair Bolsonaro.

A sinalização já foi dada pelo ministro Luís Roberto Barroso, que indicou que o julgamento em andamento precisa ser concluído antes de qualquer avanço. A estratégia, portanto, seria aguardar o desfecho no STF e, logo depois, abrir caminho para a anistia geral. O movimento teria o poder de neutralizar as pressões externas, reduzir o risco de sanções internacionais contra o país e pacificar o embate entre Congresso e Judiciário.

Caso o plano avance, figuras como Hugo Motta e Davi Alcolumbre estariam em posição confortável, enquanto Donald Trump poderia reduzir a pressão sobre o Brasil. Já Bolsonaro estaria livre para entrar com força total na disputa presidencial de 2026, reconfigurando por completo o cenário eleitoral. Os articuladores da direita, como Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo, seriam reconhecidos como peças-chave nessa movimentação política.

Ainda assim, permanecem incertezas. Além da anistia, Bolsonaro enfrenta outros processos que podem ser usados pelo Supremo para tentar inviabilizar sua candidatura. A dúvida é até onde os ministros podem articular novos obstáculos, mesmo após um eventual acordo em torno da anistia. O jogo segue aberto, mas cresce a expectativa de que a PEC das Prerrogativas seja o passo que faltava para devolver Bolsonaro ao tabuleiro político em igualdade de condições.

By Jornal da Direita Online

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