
O governo Trump confirmou que não pretende nomear um novo embaixador dos EUA para o Brasil enquanto Lula permanecer no poder. Essa medida é vista como uma forma de pressão diplomática e sinaliza um rompimento simbólico com o atual governo brasileiro.
Desde 21 de janeiro de 2025, o cargo na embaixada americana em Brasília está ocupado por Gabriel Escobar, como encarregado de negócios interino, sem perspectiva de nomeações formais atreladas ao mandato de Lula. A ausência de diplomata credenciado é interpretada como um vetor de isolamento institucional para o Brasil.
A decisão reflete desconforto com decisões do Supremo Tribunal Federal relativas ao ex-presidente Bolsonaro. A administração Trump entende que o processo político contra Bolsonaro alimenta a narrativa de perseguição judicial e rompe com a linguagem diplomática usual — e opta por não validar formalmente o governo brasileiro ao postergar uma indicação de embaixador.
A ausência de nomeação, reforçada por figuras como o senador Marco Rubio, ocorre em meio a sanções como revogação de vistos, tarifações bilionárias e possíveis aplicação da Lei Magnitsky, além de restrições financeiras a autoridades brasileiras consideradas intervencionistas ou autoritárias.
Para a direita conservadora no Brasil, essa postura serve como demonstração de que se trata menos de diplomacia e mais de estratégia política. Ao negar crédito político e institucional a Lula, os EUA utilizam a ausência de diplomata nomeado como ferramenta de pressão, mostrando retaliação simbólica hábil e calculada.
Enquanto isso, o Itamaraty e aliados do governo federal evitam confrontos diretos, mas reforçam que a política externa brasileira permanecerá independente e procurar contato direto com Trump quando possível, mesmo na ausência de canal diplomático pleno.