
Filipe Martins Nega Conhecer “Minuta do Golpe” e Questiona Inexistência nos Autos
O ex-assessor Filipe Martins afirmou que não conhece a minuta do golpe, já que ela não consta nos autos do processo, segundo divulgação em vídeo nas redes. Ele afirmou que só tomou conhecimento do documento por meio da imprensa e não como parte formal do inquérito. A declaração reforça seu posicionamento de que não teve acesso nem participou da elaboração de qualquer esboço golpista. A defesa do ex-assessor argumenta que, sem registro nos autos, não há base para vinculá-lo a acusações da Operação Tempus Veritatis. A recusa em reconhecer a minuta tem circulado amplamente entre aliados e grupos conservadores. A condição reforça a narrativa de prisão política sobre Filipe Martins.
Depoimento Amplifica Questionamentos Sobre a Validade das Provas
Segundo aliados, a crítica de Martins lança dúvidas sobre a existência e relevância da minuta, usada como elemento central pelas autoridades. A narrativa de que o documento nunca entrou oficialmente no processo levanta críticas à rigidez das provas utilizadas. A defesa destaca ausência de geolocalização ou troca de mensagens diretamente conectadas ao ex-assessor. O posicionamento ecoa a linha de que a acusação se baseia em “ouvir dizer” e não em evidências formais. A estratégia busca desmontar o argumento de que houve tentativa de golpe orquestrada por ele. A decisão judicial sobre a inclusão ou exclusão da minuta nos autos pode ser decisiva.
Oposição Usará Reivindicações Para Denunciar Inconsistências no STF
Parlamentares e aliados de Bolsonaro devem usar o depoimento para acusar o STF de excesso de poder. A argumentação se baseia na tese de abusos processuais e falta de transparência nas decisões preventivas. A base bolsonarista pretende mobilizar comissões e buscar pronunciamentos oficiais questionando a legitimidade do caso. O episódio reforça que a oposição está cada vez mais ativa, buscando fortalecer sua narrativa institucional. Juristas críticos ao STF devem ganhar espaço no debate sobre limites judiciais. A ofensiva pode ampliar o questionamento a outras prisões preventivas judiciais.
Crise Institucional Pode Evoluir para Reformulação de Inquéritos e Prisões Preventivas
O impacto do depoimento pode pressionar o STF a revisar decisões ou limitar uso de provas sem formalização nos autos. A situação evidencia fragilidades no processo judicial usado como base para prisões políticas. Se a falta de documento nos autos for reconhecida, a jurisprudência de prisão cautelar pode ser afetada. A polêmica indica possíveis recursos, revisões ou até liberação de policiais, assessores e ex-membros da gestão Bolsonaro. A discussão deve continuar nas próximas sessões da Turma do STF e em debates no Congresso. O desfecho desse caso pode definir limites das medidas cautelares no Brasil.