
Em meio à crise diplomática entre Brasil e Estados Unidos, o ex-presidente Michel Temer apareceu com um vídeo em tom moderado, defendendo o diálogo com o governo norte-americano, mesmo após as duras medidas impostas por Donald Trump. O republicano anunciou a revogação dos vistos de ministros do STF e uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, medidas que refletem o descontentamento com a politização da Justiça brasileira e os ataques à liberdade de expressão.
Temer, como de costume, evitou qualquer crítica direta ao Supremo Tribunal Federal ou ao governo Lula, ignorando a origem real do problema: a escalada autoritária da Corte, que, sob o comando de ministros como Alexandre de Moraes, persegue opositores políticos, cerceia redes sociais e viola liberdades individuais em nome de uma suposta “defesa da democracia”.
O ex-presidente tentou vender um discurso de “bom senso” e “sobriedade”, quando o que se espera de lideranças políticas é coragem para denunciar os abusos e se posicionar claramente contra a submissão do Brasil à ditadura do STF. Temer ainda afirmou que “devemos reagir como uma nação livre e soberana”, mas ignorou o fato de que o próprio STF impede qualquer tentativa de reação institucional ou popular contra seus abusos.
O vídeo, embora busque uma aparência de estadista, soa como mais uma tentativa de proteger as elites políticas e jurídicas em meio a uma crise sem precedentes. Enquanto isso, a população assiste ao colapso da credibilidade internacional do Brasil, provocado pela aliança do Executivo com o Judiciário contra o povo.