Os advogados de Eduardo Tagliaferro, que assessorou o ministro Alexandre de Moraes no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), foram ao Supremo Tribunal Federal (STF) na terça-feira (3) contra a decisão de Cármen Lúcia que barrou o pedido de explicações a Moraes.

Nos embargos de declaração, a defesa aponta omissões, contradições e trechos obscuros na decisão da ministra, tomada em 29 de outubro. Para a defesa, saber a quem Moraes se referia não basta: é preciso esclarecer o conteúdo, os fundamentos e o alcance do que ele disse. O recurso também cobra a análise individual das oito perguntas feitas ao ministro.

O caso começou em 16 de junho. Na 1ª Turma, sem dar nomes, Moraes falou de um brasileiro, réu, que teria fugido para a Europa, pedido a saída dos advogados e cometido fraudes e crimes. Os defensores contestam a versão de fuga. Segundo eles, Tagliaferro mora legalmente na Itália desde abril de 2025, antes da denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), apresentada em agosto daquele ano.

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By Jornal da Direita Online

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