
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, realizou uma reunião reservada com integrantes da cúpula da Polícia Federal na terça-feira (6), em Brasília. Participaram do encontro o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, o diretor de Inteligência, Leandro Almada da Costa, e o delegado Dennis Cali. A reunião não constava oficialmente na agenda do ministro, e o assunto tratado não foi divulgado.
O encontro ocorre em um momento de forte tensão entre o STF e setores da Polícia Federal por causa das investigações envolvendo o Banco Master e o banqueiro Daniel Vorcaro. Moraes aparece entre as autoridades citadas nas mensagens analisadas pela PF, enquanto Andrei Rodrigues e Leandro Almada também passaram a ser envolvidos no conflito institucional relacionado à produção de relatórios sobre integrantes do Supremo.
A reunião chama atenção também porque Moraes e integrantes da cúpula da PF estão no centro de questionamentos relacionados ao caso. Em setembro, o ministro André Mendonça havia determinado o afastamento de Andrei e Almada, alegando gravidade na atuação da corporação, mas Flávio Dino posteriormente determinou o retorno dos dois aos cargos.
Outro ponto de tensão envolve um relatório da PF utilizado por Moraes em uma decisão contra Mendonça. O documento apontava, com base em relatos, que o ministro teria considerado medidas contra Andrei Rodrigues. A própria discussão sobre esse relatório provocou críticas quanto à forma como informações de inteligência foram utilizadas no conflito entre os ministros.
A proximidade temporal também é relevante: em 2 de outubro, Edson Fachin determinou que eventuais fatos envolvendo ministros do STF no caso Banco Master fossem apurados sem exceção e marcou uma reunião com Andrei Rodrigues para 13 de outubro. Até agora, porém, não foi divulgado publicamente o conteúdo da conversa entre Moraes e a cúpula da PF, nem há confirmação pública de que a reunião tenha tratado especificamente de determinado procedimento.
O senador Rogério Marinho criticou o encontro e afirmou que a sociedade deveria conhecer sua finalidade e contexto, especialmente diante dos questionamentos sobre relatórios envolvendo André Mendonça. A cobrança aumenta a pressão por transparência em um momento de disputa institucional envolvendo STF, PF e as investigações do Banco Master
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