
John Kiriakou, ex-funcionário da Agência Central de Inteligência (CIA), afirmou nesta segunda-feira, 5 de outubro, que a agência de inteligência norte-americana estaria “potencialmente intervindo” nas eleições brasileiras em favor de Flávio Bolsonaro (PL). A declaração foi divulgada em meio à disputa presidencial de 2026.
Kiriakou ganhou notoriedade por revelar informações sobre operações da CIA e afirmou, de início, ter conversado com “o presidente Bolsonaro três anos atrás, quando ele era candidato”. Em seguida, declarou ter “subestimado o poder do populismo nesta corrida atual” e disse acreditar que “ele vai perder”, antes de mencionar a existência de “evidências críveis de que a CIA está envolvida”.
Pouco depois, o ex-agente publicou uma correção nas redes e esclareceu que se referia ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e não ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
“Correção aqui: minha conversa foi com LULA, não com Bolsonaro”, disse numa publicação no X, sem apresentar provas concretas.
“Para esclarecer, a CIA está potencialmente intervindo em nome de Bolsonaro, não de Lula”.
Kiriakou atuou por cerca de 15 anos na CIA e ficou conhecido internacionalmente depois de revelar, em 2007, que a agência norte-americana usava técnicas de tortura em interrogatórios.
Em 2013, o ex-agente foi condenado a 30 meses de prisão após ser processado pelo Departamento de Justiça dos EUA por divulgar o nome de um agente da CIA. O vazamento ocorreu no contexto das declarações que ele deu à imprensa sobre as práticas de interrogatório da agência.
As afirmações sobre uma eventual interferência da CIA nas eleições brasileiras foram feitas por Kiriakou sem apresentação pública, no relato divulgado, de provas que comprovassem a alegada atuação da agência.
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