
Augusto Cury, candidato do Avante à Presidência da República, afirmou que acredita que Flávio Bolsonaro (PL) seria derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um eventual segundo turno entre os dois. O escritor defendeu sua candidatura como uma alternativa aos projetos apresentados pelos dois adversários.
Segundo matéria publicada pelo Brasil 247 nesta quarta-feira (23), a declaração foi dada durante sabatina promovida pela revista Veja nesta quarta-feira (23). A fala ocorre em meio à campanha de Flávio para concentrar votos do eleitorado de direita em sua candidatura na reta final do primeiro turno.
Cury, que aparece em terceiro lugar nas pesquisas citadas pela reportagem, rejeitou o chamado voto útil em Flávio e afirmou que Lula teria vantagem em uma eventual disputa contra o senador.
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“O modelo de Lula da Silva está falido, o modelo de Flávio Bolsonaro também. Se o pai perdeu, o filho também vai perder e tudo o que o Lula quer é pegar Flávio Bolsonaro no segundo turno. Ele vai destruir Flávio”, afirmou Cury.
A declaração faz referência à derrota do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), pai de Flávio, para Lula na eleição presidencial de 2022. A avaliação sobre um eventual confronto entre Lula e Flávio em 2026, no entanto, é uma projeção feita pelo candidato do Avante.
Cury quer enfrentar Lula no segundo turno
Durante a entrevista, Cury também apresentou sua candidatura como uma alternativa para a segunda etapa da eleição. Segundo o candidato, representantes dos dois campos políticos já buscaram seu apoio, mas ele afirmou que não pretende aderir a Lula ou Flávio em um eventual segundo turno.
Cury disse preferir enfrentar diretamente o atual presidente.
“Eu quero Lula no segundo turno porque nós vamos aposentá-lo. Não há possibilidade, de maneira clara, de apoiar nenhum e nem outro”, declarou.
O escritor também avaliou os governos anteriores de Lula. Cury afirmou que o primeiro mandato do petista foi “muito interessante” e citou a atuação de Henrique Meirelles, que presidiu o Banco Central naquele período. Segundo o candidato, posteriormente a trajetória dos governos petistas “foi piorando”.
Questionado se a declaração de que pretende “aposentar” Lula poderia representar uma aproximação com Flávio Bolsonaro, Cury rejeitou essa interpretação.
Segundo ele, “nem o Flávio deve ser apoiado em hipótese alguma”.
Cury cobra Flávio sobre o projeto Dark Horse
O candidato do Avante também criticou Flávio Bolsonaro ao questionar o financiamento do filme sobre a trajetória de Jair Bolsonaro e informações relacionadas ao projeto Dark Horse.
“Ele não explicou nada dessa planilha do Dark Horse”, afirmou Cury.
As críticas aos dois principais adversários fazem parte da estratégia do escritor de apresentar uma candidatura própria e rejeitar o movimento pelo voto útil.
Nos últimos dias, Flávio passou a receber críticas de outros candidatos após sua campanha intensificar o apelo para concentrar o eleitorado de direita em torno de seu nome ainda no primeiro turno.
Datafolha mostra distribuição de votos em simulação
Segundo dados do Datafolha mencionados na reportagem, levantamentos realizados em setembro estimaram como os eleitores de Romeu Zema (Novo), Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante) se distribuiriam em uma eventual disputa de segundo turno en
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