
A base de apoio ao governo no Senado Federal apresenta fissuras em relação ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Parlamentares que antes defendiam o magistrado agora optam pelo silêncio ou passam a assinar pedidos de abertura de processo de impeachment. O pedido é de investigação, dando ao ministro amplo direito de defesa. O movimento ganha força após a revelação de mensagens envolvendo o ministro e o fundador do Banco Master, além da proximidade das eleições.
O comportamento dos senadores varia entre o silêncio estratégico e o apoio explícito ao impeachment. Pelo menos cinco senadores que defendiam Moraes em 2024 agora preferem não se manifestar. Por outro lado, parlamentares da base governista, como Chico Rodrigues, Leila Barros e Flávio Arns, mudaram de lado e passaram a apoiar a abertura do processo de afastamento. Rodrigues, por exemplo, mencionou que a gravidade das denúncias publicadas pela imprensa exigiu “coragem cívica” para assinar o pedido, reforçando que ninguém, independentemente do cargo, deve estar acima da lei brasileira.
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Cientistas políticos explicam que a natureza do problema mudou de patamar. Inicialmente, as críticas a Moraes focavam em decisões judiciais polêmicas e suspensão de redes sociais, temas que muitos parlamentares toleravam em nome da defesa da democracia. Contudo, a entrada de suspeitas éticas e financeiras elevou o custo político da defesa do ministro.
Além disso, o Congresso Nacional é extremamente sensível à opinião pública. Como o prestígio de Moraes está em declínio perante a população, manter uma defesa pública do magistrado tornou-se uma estratégia arriscada para quem busca a reeleição.
Jornal da cidade
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