
Autoridades dos Estados Unidos avaliam que novas sanções contra ministros do STF podem ser anunciadas a qualquer momento, segundo informações obtidas pelo UOL. O principal alvo continua sendo Alexandre de Moraes, mas outros integrantes da Corte também podem entrar no radar americano.
Segundo a reportagem, o processo que levou à aplicação da Lei Global Magnitsky contra Moraes em 2025 continua sendo considerado válido pelo Tesouro americano. Para uma retomada das punições financeiras, seria necessário um novo aval do Departamento de Estado, comandado por Marco Rubio, seguido da reativação pelo OFAC, órgão responsável pelas sanções.
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A possibilidade ganhou força às vésperas da sessão do STF marcada para 15 de setembro, que analisará o caso envolvendo Moraes e as mensagens atribuídas a Daniel Vorcaro. O governo americano acompanha de perto a crise interna da Corte e considera o resultado da sessão um elemento importante para a decisão sobre novas medidas.
Além de Moraes, Flávio Dino e Gilmar Mendes aparecem entre os ministros que poderiam eventualmente ser atingidos. Nesse caso, porém, o processo seria mais demorado, porque seria necessário construir uma nova fundamentação para as sanções.
O cenário também envolve movimentações políticas em Washington. Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo devem participar de reuniões na capital americana, e fontes ouvidas pelo UOL afirmam que esses encontros podem acelerar a discussão sobre novas sanções contra Moraes e outros ministros.
De acordo com autoridades americanas ouvidas pela reportagem, uma eventual retomada das sanções não estaria sendo tratada oficialmente como uma intervenção na eleição brasileira, mas como parte de uma reavaliação das prioridades da política externa do governo Donald Trump.
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