
defensor público Gustavo de Almeida Ribeiro, que defendeu réus do 8 de janeiro no Supremo Tribunal Federal (STF), postou um comentário em seu perfil no X lembrando a forma como alguns dos condenados pelo vandalismo na Praça dos Três Poderes foram tratados pela Justiça.
“Para os acusados do dia 08/01/2023, muitos deles extremamente pobres, ou com problemas psicológicos, ou que sequer tinham chegado a Brasília no momento da confusão, bastou tão pouco…”, disse Ribeiro, crítico desde a origem da forma como essas pessoas foram julgadas.
O defensor público foi um dos profissionais deslocados para dar assistência aos réus carentes do 8 de janeiro, e reclamou que eles não deveriam sequer ter sido julgados pelo STF, porque não tinham foro privilegiado. Mas o fato é que a condenação dessas pessoas foi usada para embasar o julgamento da cúpula do governo Jair Bolsonaro anos depois, no julgamento da trama golpista.
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Tumulto
Agora, ministros como Cristiano Zanin e Gilmar Mendes, além do próprio Alexandre de Moraes, tentam tumultuar o caso do Banco Master com argumentos de defesa das prerrogativas do ex-relator do inquérito das fake news, antes mesmo de ele se tornar formalmente investigado.
Segundo eles, é preciso ter todos os dados do celular de Daniel Vorcaro para saber se Moraes merece começar a ser investigado formalmente, quase um ano depois de ter surgido a informação de que o Banco Master tinha um contrato de 131 milhões de reais com o escritório de advocacia da família do ministro, supostamente chefiado por sua mulher, Viviane Barci de Moraes.
As investigações indicam que Vorcaro tratava Moraes como titular desse contrato, considerado o mais importante para o banco, e que o ministro do STF chegou a editar duas vezes o documento antes de ele ser assinado, além de supostamente ter instruído o ex-banqueiro.
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