
Um documento apreendido pela Polícia Federal durante a Operação Make Up aponta que a empresária Karina Ferreira da Gama, produtora do filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), registrou em cartório ter sido supostamente pressionada por pessoas ligadas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A informação foi divulgada pela CNN Brasil e confirmada pelo portal ND Mais.
De acordo com o relato, a empresária teria sido abordada por pelo menos quatro pessoas para realizar uma delação contra o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL). O texto aponta que os intermediários teriam sugerido que Karina seria presa caso não colaborasse. A orientação para formalizar a situação em cartório partiu de conselheiros da própria empresária, como forma de resguardo jurídico.
Os citados no registro
- Vaza o assunto que Moraes pretendia abordar no pronunciamento que acaba de cancelar
- Jornalista da Globo prevê a cena mais horrenda da história do STF
- Produtora do “Dark Horse” diz ter sido pressionada por aliados de Lula a delatar Flávio
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O documento menciona entre os abordadores o empresário Fernando Sarney, filho do ex-presidente José Sarney, além de um líder religioso apontado como próximo ao Palácio do Planalto. Procurado pela reportagem da CNN, Fernando Sarney negou ter mantido qualquer tipo de contato com a produtora. A Polícia Federal segue analisando o material apreendido.
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Contexto da Operação Make Up
Deflagrada nesta quinta-feira (10) por ordem do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), a operação investiga um suposto esquema de desvio de recursos públicos de emendas parlamentares repassadas a organizações da sociedade civil. O inquérito apura irregularidades na subcontratação de empresas ligadas à produção do filme.
Entre os alvos das medidas cautelares autorizadas pelo STF está o deputado federal Mario Frias (PL-SP), produtor-executivo da obra, em cujos endereços a PF apreendeu sete armas de fogo. Vinte e nove investigados, incluindo Frias e Karina Gama, foram proibidos de deixar o país. A produção de “Dark Horse” também é alvo de outra frente de apuração conduzida pelo ministro André Mendonça, focada em repasses do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
O espaço segue aberto para manifestação de todos os citados.
Gazeta Brasil
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