
Desfile esvaziado… Manifestações por todo o país pedindo “Fora, Lula”…Um grande levante verde a amarelo dominando as redes sociais… Esse foi o terrível 7 de setembro de Lula.
Para piorar ainda mais, no fim da tarde uma pesquisa colocou o “último prego” no caixão. A pesquisa divulgada pela Quaest nesta segunda-feira (7) trouxe um resultado que colocou ainda mais pressão sobre a campanha de Lula: pela primeira vez nesta sequência recente de levantamentos, Lula e Flávio Bolsonaro aparecem numericamente empatados em um eventual segundo turno, com 41% cada. Na rodada anterior, divulgada em 2 de setembro, Lula tinha 42% e Flávio, 41%.
O dado chama atenção porque a vantagem de Lula desapareceu justamente em uma semana marcada por forte turbulência política, incluindo a crise no STF envolvendo Alexandre de Moraes e André Mendonça e as novas informações relacionadas ao Banco Master. A pesquisa, porém, não permite afirmar que esses acontecimentos tenham causado diretamente a mudança, já que o levantamento foi realizado entre 3 e 6 de setembro e outros fatores também podem influenciar as intenções de voto.
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No primeiro turno, Lula continua à frente, com 36%, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 29%. Augusto Cury ficou com 8%, seguido por Renan Santos e Ronaldo Caiado, com 3% cada, e Romeu Zema, com 2%. Lula e Flávio oscilaram para baixo em relação à pesquisa anterior, quando marcavam 37% e 30%, respectivamente.
Outro indicador relevante é a rejeição. Lula manteve 53%, enquanto Flávio oscilou de 53% para 55%, diferença que está dentro da margem de erro. Ou seja, apesar do empate no segundo turno, os dois continuam enfrentando resistência de mais da metade do eleitorado pesquisado.
A pesquisa ouviu 2.004 eleitores entre 3 e 6 de setembro, em todo o país, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O levantamento foi contratado pela Globo e registrado no TSE sob o número BR-01720/2026.
Assim, o chamado “último prego” é uma interpretação política do resultado, não uma conclusão da pesquisa. O dado objetivo é que Lula perdeu a pequena vantagem que tinha sobre Flávio na simulação de segundo turno e agora os dois aparecem empatados em 41% a 41%. Com a eleição se aproximando, o cenário indica uma disputa cada vez mais apertada, mas ainda não permite afirmar que exista uma tendência definitiva de vitória de qualquer um dos candidatos.
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