
O comentarista político Paulo de Tarso levantou um questionamento que ganhou força em meio à nova pressão sobre o Senado Federal: “Por qual motivo Alcolumbre está sentado em cima dos processos de impeachment contra Moraes?”.
A reflexão ocorre no momento em que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, enfrenta novas cobranças para analisar pedidos de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O debate voltou ao centro da política após a divulgação de informações de um relatório da Polícia Federal envolvendo mensagens atribuídas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro e contatos relacionados a Moraes.
Segundo informações divulgadas nesta quarta-feira (2), aliados de Alcolumbre afirmam que a tendência é que ele não dê andamento, neste momento, aos novos pedidos contra Moraes e aguarde uma posição do próprio Supremo sobre o episódio.
A postura tem provocado críticas de parlamentares e comentaristas que defendem que cabe ao Senado exercer sua atribuição constitucional e ao menos analisar formalmente as representações apresentadas. O senador Carlos Viana, por exemplo, voltou a cobrar uma resposta da Casa diante da quantidade de pedidos acumulados.
Alcolumbre afirmou que considera “anormal” a existência de 109 pedidos de impeachment envolvendo ministros do STF, mas evitou se posicionar diretamente sobre o caso Moraes.
Para Paulo de Tarso, a situação deixa uma pergunta política que precisa ser respondida: por que, mesmo diante das novas revelações e da crescente pressão de senadores, os pedidos continuam sem avançar?
A cobrança não significa que exista fundamento comprovado para o afastamento do ministro. A abertura e eventual julgamento de um processo dependem dos procedimentos previstos em lei e das decisões institucionais do Senado
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