
Lula tem dito a aliados que considera Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, a maior “traição política” que sofreu, colocando o ex-ministro Antonio Palocci em segundo lugar. A irritação teria dois motivos principais.
O primeiro envolve o caso Banco Master. O PT buscava atribuir a Roberto Campos Neto a responsabilidade pelo episódio, mas Galípolo afirmou publicamente que auditorias e sindicâncias não encontraram culpa do ex-presidente do Banco Central.
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O segundo ponto são os juros. Lula considera que havia espaço para reduzir a Selic mais rapidamente durante o ano eleitoral, enquanto Galípolo e a diretoria do BC adotaram uma postura mais cautelosa.
Lula acredita que uma posição diferente de Galípolo sobre Campos Neto e uma redução mais rápida dos juros poderiam ter melhorado sua situação política e eleitoral.
O detalhe é que Galípolo foi escolhido pelo próprio governo Lula para a diretoria e, depois, para a presidência do Banco Central.
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