
Uma juíza do trabalho determinou que o grupo Casas Bahia recontrate quase 2 mil funcionários que foram demitidos em razão do fechamento de 298 lojas do grupo. Sim, os juízes do trabalho parecem viver em Nárnia. Só faltou a magistrada dizer onde vão ficar os funcionários, vez que as lojas foram fechadas e de onde vai sair o dinheiro para pagar os salários dessa gente.
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Um comentário do empresário Luciano Hang, dono da Havan, ilustra bem a situação. Confira:
“Empresa privada é aquela em que o governo manda. Empresa pública é aquela em que ninguém manda.
Parece piada, mas é o Brasil. O governo perde o controle dos gastos, aumenta a dívida pública, pressiona a inflação e ajuda a manter a Selic entre 14 e 15%. Juros altíssimos sufocam o consumo, encarecem o crédito e pesam ainda mais sobre empresas endividadas.
A Casas Bahia enfrenta uma grave crise financeira e está em recuperação judicial. Precisa reduzir custos, fechar lojas e reorganizar sua operação para tentar sobreviver. E o que acontece? A Justiça do Trabalho suspende 1.900 demissões e ainda impede novos cortes.
Ou seja, o Estado ajuda a criar um ambiente econômico que agrava a situação das empresas e, quando uma delas tenta tomar medidas para sobreviver, interfere novamente e dificulta a recuperação.
Quem conhece as contas? Quem paga os salários? Quem responde pelas dívidas e pelos prejuízos? Empresa saudável gera empregos. Empresa quebrada não gera emprego para ninguém.”
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