
Paulo Cunha Bueno, advogado de Jair Bolsonaro, soltou o verbo no X:
Lamento profundamente as falas recentes de Luiz Inácio Lula da Silva, durante entrevista ao podcast “Inteligência Ltda.”, afirmando que “Criminalista não sabe defender inocente (…) Criminalista defende bandido”
.Fala, a um só tempo, rasa, injusta e estigmatizante.
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Criminalistas não defendem bandidos: defendem pessoas — inocentes ou culpadas —, acusadas perante a justiça.
Defendem que pessoas — inocentes ou culpadas — tenham direito a um processo justo, que reverencie as garantias do devido processo legal, da ampla defesa e da dignidade da pessoa humana, as quais, embora fixadas na Constituição, se tornarão inúteis na ausência da voz eloquente de advogados que as façam ser lembradas perante os tribunais!
Defendem que pessoas, ainda quando culpadas, recebam uma sentença justa, cumpram suas penas com dignidade e alcancem, ao final, a redenção social.
Muitos advogados criminalistas — é público e notório — foram e ainda são próximos de Lula e de seu entorno, causando ainda mais estranheza que hoje os declare dessa maneira, em uma fala que remete a advocacia criminal a uma condição profissional quase marginal, tangente à defesa do crime e não da justiça.
Infelizmente falas desse jaez não são inéditas, aliás se repetiram ao longo da história. Napoleão Bonaparte, debaixo de sua coroa ilegítima, dizia que culpados não precisavam de advogados, porque eram culpados, assim como inocentes não precisavam de advogados, porque eram inocentes…
A reafirmação da hostilidade contra a advocacia criminal reflete um radicalismo anacrônico, que machuca ao superlativo, quando parte do próprio chefe da nação.
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