
A Polícia Federal enviou um ofício ao Corpo de Bombeiros Militar do DF solicitando que qualquer emergência envolvendo Jair Bolsonaro seja atendida com máxima celeridade. O pedido foi encaminhado ao 15º grupamento da corporação, reforçando a preocupação crescente com o estado de saúde do ex-presidente, hoje mantido sob custódia na Superintendência da PF. O documento destaca que o atendimento prioritário se deve exclusivamente às condições clínicas já relatadas.
No comunicado, a PF detalha que Bolsonaro possui refluxo, apneia do sono, restrições alimentares e faz uso contínuo de cinco medicamentos essenciais. Durante a audiência de custódia, o ex-presidente apresentou laudos médicos que confirmam um quadro delicado e que exige atenção constante. Com base nesses registros, a PF orientou que qualquer chamado de emergência seja tratado como prioridade absoluta pelos bombeiros.
Em resposta, o Corpo de Bombeiros informou que todos os agentes foram orientados a seguir o protocolo especial. A corporação afirmou ter reforçado a necessidade de atendimento imediato caso seja acionada para a Superintendência da PF.
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A medida demonstra que a instituição reconhece o risco real ao qual Bolsonaro está submetido dentro das atuais condições de detenção impostas pelo sistema judicial.
A situação intensifica críticas sobre a decisão do ministro Alexandre de Moraes, que determinou a prisão preventiva de Bolsonaro em 25 de novembro de 2025. Para aliados, o pedido urgente da PF reforça o argumento de que as instalações e o regime de detenção não são adequados para alguém com o histórico médico do ex-presidente. O risco à saúde se tornou agora mais evidente, exigindo respostas rápidas das autoridades.
O caso expõe uma contradição: enquanto o STF impõe uma prisão severa, instituições como PF e Bombeiros precisam se mobilizar para evitar que o ex-presidente sofra qualquer agravamento físico. A preocupação oficial documentada torna claro que Bolsonaro enfrenta um quadro que não pode ser ignorado, sobretudo diante da sucessão de episódios médicos registrados nos últimos anos após o atentado de 2018.
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