
A crise diplomática entre Brasil e Estados Unidos ganhou um novo capítulo nesta quarta-feira (30), após vazamento da CNN Brasil revelando que uma ala do Supremo Tribunal Federal defende recorrer a tribunais internacionais para tentar reverter as sanções impostas a Alexandre de Moraes pelo governo de Donald Trump. A manobra, que teria apoio da Advocacia-Geral da União (AGU), seria uma tentativa desesperada de blindar o ministro, cuja imagem foi destruída globalmente após a aplicação da Lei Magnitsky.
Segundo a reportagem, a AGU já atua em tribunais americanos em defesa do magistrado e estuda levar o caso a instâncias internacionais, mesmo diante do constrangimento sem precedentes que isso causaria. A ideia é enfrentar uma decisão soberana dos EUA que enquadrou Moraes como violador de direitos humanos, censor de opositores e perseguidor político, o que culminou no bloqueio de ativos, proibição de entrada no país e inclusão em lista negra ao lado de autocratas e oligarcas corruptos.
Analistas questionam se Lula terá coragem de bancar um embate diplomático direto com Washington para salvar um ministro acusado internacionalmente de atentar contra a democracia e a liberdade de expressão, colocando o Brasil ainda mais isolado no cenário global. A atitude poderia escalonar a crise, já grave após o tarifaço de 50% contra produtos brasileiros e o alerta da Casa Branca sobre as ameaças ao Estado de Direito no país.
O fato é que o STF e o governo petista transformaram o Brasil em motivo de vergonha internacional, com um Judiciário atuando como braço político para perseguição a Jair Bolsonaro e opositores, agora reconhecido por potências estrangeiras como um perigo para a democracia. O plano de acionar tribunais internacionais pode acabar sendo visto como uma tentativa de intimidar os EUA e contornar a responsabilização de abusos que já ultrapassaram as fronteiras nacionais.
O país chegou a um ponto em que, para proteger a “supremocracia” togada, o governo pode entrar em guerra diplomática com a maior potência do planeta — deixando o povo brasileiro pagar a conta em forma de tarifas, isolamento econômico e constrangimento histórico.