
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luis Roberto Barroso, adotou uma nova postura diante da crise diplomática com os Estados Unidos: o silêncio. Antes conhecido por declarações inflamadas, Barroso agora prefere manter a discrição e “observar os acontecimentos”, evitando qualquer embate direto com o governo de Donald Trump.
Questionado sobre as sanções impostas por Washington, Barroso recuou e afirmou que o momento não é oportuno para comentar. “Trato esse assunto com importância e seriedade, mas ainda não é hora de comentar”, disse o ministro. A fala foi vista como tentativa de minimizar a pressão internacional que vem crescendo sobre o STF.
Indagado sobre a possibilidade de recorrer da decisão do secretário de Estado americano, Marco Rubio, Barroso novamente esquivou-se, alegando estar apenas “acompanhando” o desenrolar da situação. É a primeira vez que o ministro adota um discurso tão cauteloso após o endurecimento das críticas externas à sua atuação.
Ao ser confrontado sobre a possível interferência do governo americano na Justiça brasileira, Barroso desconversou. Limitou-se a dizer que o STF “apenas cumpre seu papel como determina a Constituição”. O tom vago reforça o clima de tensão e a percepção de que os ministros estão em posição delicada no cenário internacional.
O silêncio de Barroso contrasta com o tom arrogante de dias atrás, quando desdenhava das reações externas. Agora, diante das retaliações concretas vindas dos EUA, ele recua e tenta evitar maiores desgastes. O recado de Trump foi claro — e o efeito já começa a se refletir no comportamento das figuras mais expostas do Judiciário.