Neste domingo (23), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) relembrou em suas redes sociais a ocasião na qual, enquanto sindicalista, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez uma solicitação junto ao então presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC) para que os sequestradores do empresário Abilio Diniz fossem liberados da prisão. O pedido aconteceu em 1998.
– Em 98, o sindicalista Lula da Silva procurou o então presidente FHC, onde pediu pela libertação dos sequestradores de Abílio Diniz. Disse a FHC que ele tinha a oportunidade de passar para a história como um grande democrata. Caso contrário, poderia ser lembrado como um ex-presidente que permitiu que dez jovens que cometeram apenas um erro morressem na cadeia, já que estavam em greve de fome – diz Bolsonaro.
Na gravação, Bolsonaro lembra que os sequestradores estrangeiros foram libertados e que o único brasileiro envolvido recebeu indulto presidencial.
Em seguida, o líder conservador destaca os casos dos presos pelos atos de 8 de janeiro e lembra da morte de Clériston Pereira da Cunha, o Clezão, que morreu na prisão após sofrer um infarto em novembro de 2023.
– Já temos a morte de um inocente, o Clezão, e mais de uma centena de presos e refugiados. Depois de Alexandre de Moraes, o ministro Dino dá o segundo voto para condenar a 14 anos de cadeia a senhora Débora, profissional da área de beleza, mãe de Caio, 10 anos, e Rafael, de 7. Todos os refugiados e condenados até agora são acusados de integrar uma associação criminosa armada, num falso golpe sem tropas, sem liderança, sem armas – ressaltou.
Por fim, Bolsonaro reforça a convocação para o ato de 6 de abril, na Avenida Paulista, em São Paulo, em apoio às famílias dos detidos e pela anistia dos envolvidos nos atos de 8 de janeiro.
- A libertação dos sequestradores de Abílio Diniz e a condenação à 14 anos da Débora, acusada de "associação criminosa armada" num impossível golpe sem armas, tropa ou liderança. pic.twitter.com/EklehnCBjS
— Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) March 23, 2025